Os Tincoãs
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Sobre o disco
Segundo álbum de estúdio do trio baiano Os Tincoãs, gravado com arranjos vocais a cappella acompanhados apenas de violão, atabaque, agogô e cabaça, adaptando cantigas de candomblé e umbanda. É considerado um marco na fusão entre música popular brasileira e tradições afro-religiosas.
Ficha técnica
- Artista
- Os Tincoãs
- Nacionalidade
- Brasil
- Estilo
- MPB / Música Afro-Brasileira / Candomblé
- Formato
- LP
- Ano
- 1973
- Gravadora
- Odeon/EMI
A história
O que faz deste disco uma peça especial
Contexto
Lançado em 1973 pela Odeon/EMI, o disco marca a virada artística de Os Tincoãs, que abandonam o bolero romântico das primeiras gravações e passam a explorar cantigas de terreiro e ritmos afro-baianos, com composições e adaptações assinadas principalmente por Mateus e Dadinho.
Curiosidades
A faixa 'Deixa a Gira Girá', um ponto de umbanda adaptado pelo trio, tornou-se uma das músicas mais executadas nas apresentações do grupo; o repertório também inclui pontos e cânticos dedicados a orixás como Iansã, Ogum e Obaluaê.
Importância histórica
É apontado como um dos primeiros LPs a traduzir com fidelidade e refinamento vocal a musicalidade das tradições negras do Recôncavo Baiano, sendo hoje um item de culto na música afro-brasileira e altamente reverenciado por colecionadores e DJs internacionais de raridades brasileiras.
Posição na carreira
Segundo álbum de estúdio da carreira de Os Tincoãs, consolidando a identidade sonora do grupo que seria mantida em discos seguintes (1975, 1976, 1977, 1978, 1982).
Influência musical
Influenciou artistas e produtores ligados à MPB, música afro e ao movimento de resgate de raízes afro-brasileiras, sendo referenciado por selos e DJs internacionais como um clássico da 'black music' brasileira, com reedições recentes celebradas por sua fusão de candomblé, samba e canto coral.
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