Neblina Records

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LPMPB

Tábua De Esmeralda

Jorge Ben

R$ 1.000,00Disponível
DiscoNear Mint (NM)
CapaVery Good Plus (VG+)

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Pix (Brasil)

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Sobre o disco

11º álbum de estúdio de Jorge Ben, lançado em 1974 pela Philips, com produção de Paulinho Tapajós. O disco é considerado por muitos críticos e ouvintes um dos maiores álbuns da música brasileira, aparecendo com frequência no topo de listas especializadas.

Ficha técnica

Artista
Jorge Ben
Nacionalidade
Brasil
Estilo
MPB
Formato
LP
Rotação
33 ⅓ RPM
Canais
Estéreo
Discos
Simples
Ano
1974
Gravadora
Philips
Nº de catálogo
6349 083
Peso
120 g

A história

O que faz deste disco uma peça especial

01

Contexto

o título faz referência à Tábua de Esmeralda, texto hermético atribuído a Hermes Trismegisto e central à tradição alquímica ocidental. Ben mergulha em temas esotéricos, alquimia e misticismo, unindo essas referências ao samba-soul-funk que já vinha desenvolvendo — é o último álbum em que ele faz uso extenso do violão acústico antes de migrar para uma sonoridade mais elétrica no disco seguinte, "África Brasil" (1976).

02

Curiosidades

Vários colecionadores destacam a qualidade sonora excepcional da prensagem original, com boa separação instrumental e clareza tímbrica, mesmo tendo sido lançado no início da crise que afetou a qualidade do vinil brasileiro a partir de meados dos anos 1970.

03

Importância histórica

O disco é tratado por crítica e público como um divisor de águas dentro da obra de Ben justamente por unir, de forma inédita na música popular brasileira, o hermetismo alquímico (a Tábua de Esmeralda atribuída a Hermes Trismegisto) a letras que também tocam em temas afro-brasileiros, resistência negra (como em "Zumbi") e espiritualidade popular. Essa camada esotérica, disfarçada em canções de andamento leve e dançante, é vista como um exercício sofisticado de driblar a censura da ditadura militar e ao mesmo tempo propor um discurso simbólico sobre libertação — algo que reportagens recentes (como uma matéria da BBC News Brasil de 2024) ainda destacam ao "decifrar" códigos alquímicos escondidos nas letras. Musicalmente, o álbum é citado como um dos pontos mais altos da fusão entre samba, soul e funk no Brasil dos anos 1970, com arranjos elegantes que equilibram groove e sofisticação harmônica.

04

Posição na carreira

"A Tábua de Esmeralda" chega em 1974, no auge criativo de Jorge Ben, já consolidado desde "Mas, Que Nada!" (1963) e depois de uma sequência de discos fundamentais nos anos 1960 e início dos 70 ("Big Ben", "Força Bruta", "10 Anos Depois"). É o 11º álbum de estúdio e marca uma transição: é o último trabalho em que o violão acústico tem papel central, servindo de ponte entre a fase mais "samba-soul" de Ben e a virada elétrica, mais funk e afro-brasileira, que viria com "África Brasil" (1976) — já sob o nome artístico Jorge Ben Jor.

05

Influência musical

É constantemente listado entre os maiores álbuns brasileiros de todos os tempos em rankings de crítica especializada nacional e internacional. • Influenciou gerações de músicos brasileiros ligados ao samba-funk, à MPB e à música negra brasileira, sendo referência para artistas que exploraram a mistura entre espiritualidade afro-brasileira e groove. • A faixa "Zumbi" tornou-se um hino ligado à consciência negra e é regravada e citada até hoje em contextos culturais e políticos. • Serviu de ponte estética para a receptividade internacional posterior de Jorge Ben, especialmente entre colecionadores, DJs e produtores (soul, funk, hip-hop) que passaram a garimpar o catálogo brasileiro dos anos 70 — o próprio valor de mercado alto das prensagens originais no Discogs reflete esse status cult entre diggers e colecionadores mundo afora.

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